Nas últimas eleições dos Estados Unidos da América, onde o grande vencedor foi o republicano Donaldo Trump – o mesmo que já fora presidente uma vez e derrotado outra – em sua tentativa de reeleição contra Joe Biden; este, por sua vez, desistiu em decorrência de problemas de saúde. Importante notar que as eleições por lá possuem uma diferença específica e muito relevante em relação às eleições brasileiras, pois lá o povo elege membros de um colégio eleitoral, com membros designados por cada estado da federação, cabendo a esses membros do colégio elegerem o presidente. Portanto, nem sempre o mais votado pelo é o eleito, diferentemente do Brasil, onde o mais votado sempre é o eleito.
Nos Estados Unidos, o voto popular muitas vezes é dissociado do eleito pelo colégio eleitoral. Ocorre, porém, que nas últimas eleições de 2024, Donald Trump conquistou a maioria esmagadora no colégio eleitoral e também do voto popular.
É importante lembrar que Trump que está sendo processado por várias violações das leis penais nos Estados Unidos; inclusive, já fora condenado criminalmente, sendo potencialmente um condenado. Também é bom frisar que fora condenado por fraude contábil, pois ficou comprovado que ele comprou o silencio de uma prostituta.
Outra diferença crucial entre o Brasil e Estados Unidos é que uma pessoa com histórico de crimes em séries seria impedida de concorrer a qualquer cargo eletivo em função da existência, em nosso país, da chamada Lei de Ficha Limpa. Essa lei essa que impede pessoas condenadas por crimes, atos dolosos de improbidade administrativa, e dentre outras sanções, de exercerem qualquer cargo eletivo.
Nos Estados Unidos, uma pessoa condenada e presa pode ser eleita presidente do país e, no Brasil, não. Basta ter a maioria no colégio eleitoral ao qual é eleito, o que, para nós brasileiros, seria uma excrecência.
No nosso país temos maior controle sobre as pessoas que vão nos representar eleitoralmente. São controles que evitam que pessoas com certos comportamentos, fora dos padrões éticos, atinjam cargos eletivos, aspecto que fica claro que os Estados Unidos da América não têm.
Isso demonstra que mesmo os mais fortes sistemas democráticos do mundo estão sujeitos a eleger vândalos da política, caso não possuam uma forma de controle que extrapole a vontade popular. O povo brasileiro é diferente do americano, e certamente não seremos seu reflexo em 2026.

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