Das minhas faculdades, nenhuma na área de saúde. O motivo para estudar o caso da síndrome de Estocolmo é devido puramente à sua implicância nas ciências jurídicas, já que, essa sim, é minha área. E o que seria essa síndrome?
Temos, segundo os dicionários especializados, dois significados mais adequados para definir uma síndrome de forma geral: O primeiro tem sentido direto, é o abordado pela medicina, que a classifica como um conjunto de sinais e sintomas observáveis em vários processos patológicos diferentes e sem causa específica. No segundo, o figurado, como um conjunto de sinais ou de características que, em associação com uma condição crítica, são passíveis de despertar insegurança e medo.
Existe uma síndrome conhecida pelos meios de estudos do comportamento humano que se chama de Síndrome de Estocolmo, onde, em apertada interpretação, podemos aduzir que se trata de um estado psicológico onde vítimas de sequestro, abuso ou intimidação desenvolvem vínculos afetivos, empatia ou simpatia pelos seus agressores diretos.
Segundo descrições abordadas por enciclopédias como a Wikipédia, temos que a origem dela é a seguinte: “Essa síndrome recebe seu nome em referência ao famoso assalto ocorrido em Norrmalmstorg, uma praça central e movimentada de Estocolmo, na Suécia, que durou de 23 a 28 de agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus raptores, mesmo depois dos seis dias de prisão física. Depois de terminado, os sequestrados apresentaram comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram. O termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que ajudou a polícia durante o assalto, e se referiu à síndrome durante uma reportagem. Ele foi então adotado por muitos psicólogos no mundo todo.”
Enfim, podemos dizer que a Síndrome de Estocolmo aduz que o abusado tenha simpatia ou empatia pelo abusador em todos os aspectos, inclusive o defendendo de todos os ditames legais, o que nos traz para a reflexão a posição politica atual do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de estado.
É de conhecimento público, registrado pela imprensa, pelos anais políticos, em trâmites processuais e na memória coletiva do povo brasileiro, sua atuação, por vários meios e ocasiões, onde humilhou as vítimas da covid-19 durante a pandemia, com falas absurdas tais como: “e daí, não sou coveiro”; “chega de mi, mi, mi”; “vai chorar até quando”; “vai comprar vacina, só se for na casa de sua mãe”; etc.
Pelo que vemos através de pesquisas do período pré-eleitoral, onde o filho do “presidiário”, Flávio Bolsonaro, aparece com intenções de votos acima de 40%. Além dos riscos de interferência dos próprios institutos de pesquisa, podemos pensar e intuir que a Síndrome de Estocolmo pode ter uma versão coletiva para ser estudada por especialistas do mundo inteiro.
