Serviços Públicos – Prefeitos e vereadores já se mobilizaram, mas cruzamento continua a ceifar vidas
O Trevo da Morte é palco, na pacata Ibirá, de mais uma morte. Desta vez, um jovem. Vinícius Cobacho da Silva, de 18 anos, perdeu a vida em colisão ao cruzar o trevo na terça-feira de Carnaval (dia 17 de fevereiro). Ele jaz, entre tantos outros tantos, famílias inteiras, nos cemitérios da saudade, diante do repúdio de uma comunidade esquecida e abandonada pela inércia do Governo do Estado e deu seu DER (Departamento de Estradas de Rodagem).
E o problema é antigo, e já foi até motivo de “abaixo-assinado” promovido por um vereador. Em janeiro de 2018, 0 vereador Donizete Peniani, o Preto, tomou a frente da iniciativa, requisitando providências ao DER, junto ao trevo de acesso da cidade à rodovia Roberto Mário Perosa (SP-379) – o local é palco de acidentes fatais e necessita de readequação.
Em abril do mesmo ano, vereadores encaminharam o requerimento nº 39/2018, assinado pelos nove vereadores da época, ao então governador de São Paulo Márcio França, cobrando o cumprimento de projeto apresentado pelo DER. No projeto original, o município recebe quatro rotatórias nos respectivos trevos: Vila Ventura, Vila Nova, entrada principal da sede e no que dá acesso ao bairro São Benedito.
Em março do ano de 2017 o então prefeito Edvard Colombo, juntamente com a presidente Dona Sônia e demais vereadores já haviam solicitado junto ao DER melhorias no trevo, a fim reduzir a velocidade dos condutores. Dentre as solicitações, a implantação de radares, sonorizadores, sinalização e demais dispositivos.
E finalmente, em março de 2025, o prefeito Nivaldo Domingos Negrão, o Biscoito, anunciava o que seria um passo decisivo para a questão do Trevo da Morte, inclusive com a aprovação da construção do trevo do bairro São Benedito. A decisão teria sido confirmada após reunião do prefeito com executivos do DER.
Enfim, enquanto políticos de Ibirá literalmente se ajoelham por uma solução, mais uma vida é ceifada no Trevo da Morte de Ibirá.
E os restos mortais do jovem Vinícius foram sepultados em uma carpa fria do Cemitério São João Batista, em Rio Preto. Enquanto isso, o trevo está lá, esperando os vossos, não se sabe o dia.


