QUARESMA – Costumes como o de não cortar o cabelo e as unhas ainda é encontrado nas cidades do interior
Em muitas cidades do interior paulista ainda se notícia de quem evite o corte de cabelo e barba na quaresma. Embora esse número seja reduzido com o passar do tempo e mudança de costumes, ainda é percebido por “mãos de navalha” da cidade, como o Mauro Barbeiro, de Catiguá, que afirma notar ligeira queda em seu movimento.
Mauro, que está na profissão há mais de 30 anos, é o atual vice-prefeito do município, e referência para os que mantém barba e bigode. Ele cita como exemplo o jovem Paulo Henrique Ferreira, o Catapau. De uma nova geração de lobisomens, opa, quer dizer, de barbudos, Catapau, de 39 anos, resolveu muitas vezes deixar a barba na Quaresma. Quem ficou triste mesmo foi o Mauro Barbeiro. Mas, neste ano, foi diferente.
“Deixei de fazer a barba por muitos anos nesta época. Foi uma promessa que fiz, de deixar a barba sem mexer na quaresma”, explica Catapau. “Neste ano, não estou comendo carne às segundas, quartas e sextas-feiras”, anuncia Paulinho.
E o barbeiro até respira aliviado diante no anúncio, de neste ano, continuar fazendo a barba toda semana. “Mas, que tem freguês que some nesta época, tem”, conta Mauro.
Paulinho olha para o relógio, fixa os olhos nos ponteiros, já beiram às 21h. Não tem ninguém na rua. Ele se despede, e segue em passos ligeiros para sua casa. É bom não ficar na rua até tarde nessa época.

