Dona Eglecir apresenta um “clássico” de morango. Fotos: Altino Setentaluas/FC

Vida saudável – Há 60 anos comerciante prepara sorvetes artesanais com produtos frescos e sem químicas

Leite da fazenda. Fresquinho. Tamarindo, limão, goiaba, coco queimado, tangerina, abacaxi, ameixa, melão, morango. Tudo direto do pomar. Batido e gelado, na casquinha ou no palito. Eis o sorvete de dona Eglecir.
Quem passa pela praça Octávio Berça, no coração de Ariranha, vê logo na esquina da prefeitura um comércio simples e nostálgico. No local, onde funciona o tradicional Boteco do Marcílio Motta, também é vendido um dos sorvetes mais antigos da região, preparados por dona Eglecir, mulher do saudoso comerciante. Ele partiu há cerca de dez meses, mas a reportagem já estava pronta.
Ao sorver as delicias geladas da senhora de 85 anos, logo se faz uma viagem ao curral da fazenda, ao pomar repleto de frutas frescas. É o verdadeiro sorvete caipira, uma joia rara nos dias de hoje.
Ela conta que suas receitas foram inventadas e recriadas durante os 56 anos no ponto, desde que se mudaram ao local. “Tenho uma máquina desde os anos 1960, que não existe mais hoje em dia, e ela me possibilita fazer sorvete sem produtos químicos, sem emulsificantes”, conta, enquanto a reportagem prova de um gelado.
Sem gorduras, componentes que deixam os sorvetes industriais perigosos para a saúde, seu sorvete também não contém corantes, conservantes ou outros derivados.
“Os jovens de hoje estranham o produto, porque eles não têm cores fortes nem cheiros artificiais. Mas é o que eu ofereço, um leite fresco da fazenda com as frutas que compro dos sitiantes, preparados com carinho e amor, gelados e guardados esperando os fregueses mais especiais”, diz.
E chega seu Tite Fachini, em busca de uma delícia gelada. “Tomo sorvete aqui todos os dias, nem preciso ir até o sítio”, diz sorrindo, enquanto pega nas mãos seu gelado de ameixas.

Titi Fachini recebe seu gelado; do outro lado do balcão, seu Marcilio e dona Eglecir

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