Nós, seres humanos, não nos damos conta do quanto precisamos de algo até não termos mais, ainda que esse “não ter mais” não seja, de fato, uma perda, uma morte. Estou dizendo isso porque já estou no Brasil há alguns meses, e minhas três gatinhas, a mãe, Luna, e as filhas, Nelson e Mandela, ficaram lá na Escócia, com o meu padrasto, Jimmy, e sinto muita falta delas, só as vejo por chamada de vídeo, quando falo com o Jimmy.
Amo muito as três, mas tenho uma relação ainda mais afetuosa com a Nelson, que ama assistir desenho na TV do meu quarto, lá na Escócia.
Tive um episódio inconveniente de asma, coisa que eu nunca tive antes. Minha mãe e meu irmão, vendo meu brilho desaparecendo, “não mais existindo”, de tantas saudades da Nelson, da Mandela e da Luna, adotaram e trouxeram um gatinho laranja lindo, filhote, de apenas 2 meses. Acreditem vocês ou não, convivendo com esse bichano, a quem batizamos de Whisky, minha asma foi embora (quando ela ainda estava atacada, acreditem se quiserem, ele vinha no meu colo, e sentava no meu pescoço, bem na garganta). Assim têm sido minha vida nesses últimos dias, desde a chegada dele: cheia de muito amor, diversão, correria (é como um bebê mesmo, troca o dia pela noite), e muita farra.
É impossível colocar em palavras o bem que Whisky nos tem feito. A respeito disso, só posso dizer que não poderia estar mais feliz. Claro que sinto falta das minhas gatinhas lá da Escócia, e continuo as vendo, e matando um pouquinho da saudade por chamada de vídeo, no WhatsApp, sempre que possível. Mas com Whisky meu coração ficou mais quentinho, assim como tinha que ser.
Gatos fazem muito bem para nós, seres humanos, e quem tem a benção de tê-los sabe muito bem disso.
Um grande beijo, e até a próxima!

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