Com o advento de Jesus de Nazaré na Terra Santa, através de seus ensinamentos que corriam entre as cidadelas na velocidade do fogo em pólvora, iniciou-se, então, a consolidação do Cristianismo no Ocidente, com os ensinamentos de tolerância, equilíbrio e, principalmente, em se dar a outra face a quem lhe possa ter ofendido.
A Bíblia, aquela que fora dada através da vinda de Jesus Cristo, diferente do Velho Testamento, a escritura sagrada dos Judeus – sendo que estes últimos não reconheceram Jesus como o enviado de Deus – não foi reconhecida por essa vertente, pois eles esperavam um enviado de Deus que viesse como rei e não como viera Jesus. Ele, segundo as escrituras, nasceu em uma manjedoura e de uma família muito humilde, algo inconcebível aos Judeus; mais especificamente temos o seguinte trecho, em Mateus (23:27-28) –
“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade”.
Ou seja, segundo as antigas escrituras, Jesus atacou certeiramente os famosos hipócritas, que são aqueles que utilizam o nome de Deus para se passarem por falsos profetas. Esses são conhecidos por “sepulcros caiados”, aqueles que utilizam o nome de Deus para se locupletarem das fragilidades emocionais dos que creem.
Assim, representantes dessa vertente continuam indo contra os preceitos cristãos, chegando ao ponto de o Congresso Nacional ter a chamada “Bancada da Bíblia”, formada por parlamentares que se elegem com o discurso em nome de Deus. Lembremos do trecho de Mateus, em que trata em seu discurso dos “falsos profetas”.
O agente político hipócrita é um lobo devorador, vampiro social que veste roupa de cordeiro para devorar cidadãos através de suas hipocrisias baratas, às quais não possuem nenhuma relação com os verdadeiros anseios dos cristãos de nosso país. Desde Roma esse movimento é conhecido, e seu “modus operandi” inconfundível – ele recita o moralismo bíblico com intuito de fugir dos preceitos cristão da tolerância, paciência e principalmente em oferecer a outra face a quem lhe ofende.
Sinceramente, esses não merecem o voto do cidadão bem instruído! Para todo aquele que tem como discurso de campanha reproduzir palavras surradas de cristianismo barato, dá-lhe Mateus 22:21 –
“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
