Cada anfitrião da Copa do Mundo 2026 tem suas bebidas emblemáticas e também coquetéis típicos. Mas, dos três países sedes do evento, só o México propõe uma bebida nacional realmente inédita, criada pelos povos originários no estado de Jalisco, em homenagem à cidade de Tequila.
Os invasores europeus contribuíram com técnicas de destilação e, com a falta do conhaque que traziam da Europa, passaram a destilar o mosto fermentado do agave. Mas os povos indígenas nahuas já utilizavam a agave-azul para produzir pulque, bebida fermentada precursora da tequila.
Além de apreciada pura, a tequila é usada para o preparo do coquetel mexicano mais famoso no mundo, o Margarita (tequila, licor de laranja, suco de limão e o toque tradicional: a borda da taça com sal).
Já Canadá e Estados Unidos emprestaram sua “bebida nacional” da Escócia. Ou da Irlanda. Os dois países se reivindicam inventores.
O canadian whisky é mais suave, elegante, fácil de beber, indicado para quem inicia o roteiro etílico no universo do whisky. Produzido, em geral, a partir de um blend de diferentes grãos, apresenta perfil mais leve, macio e equilibrado, com notas sutis de baunilha, caramelo e especiarias. O coquetel tradicional do Canadá é o clássico Toronto, que vai Fernet, xarope de açúcar, Angostura e casca de laranja.
Já o Bourbon é a bebida clássica estadunidense. Apesar de existirem outros whiskies famosos no país, como o Tennessee Whiskey, o bourbon é o grande símbolo nacional, produzido com pelo menos 51% de milho e envelhecido em barris novos de carvalho tostado. Tem sabor mais doce, encorpado e intenso, com fortes notas de madeira. O coquetel clássico é o Old Fashioned: bourbon, xarope de açúcar, três gotas de Angostura e casca de laranja.
Nós, amantes das bebidas destiladas, saudamos todas as oportunidades para celebrar. Mas, mesmo com as boas opções pelos países dessa Copa tripartite, eu fico aqui — com ou sem o Brasil na parada — comemorando a vida com uma boa cachaça brasileira.
