Democracia, palavra tão falada e tão reiteradamente lembrada, é pouco conhecida e esclarecida à população, mas muito utilizada por todos, alguns de boa-fé, outros de absoluta má-fé.
Para começar, expliquemos sua origem etimológica, que vêm de duas palavras de origem grega: demos (que significa povo ou cidadão) e kratos (que significa poder, força ou autoridade/governo).
O Brasil foi colonizado por Portugal, país que já foi uma grande potência marítima, especialmente nos séculos 14 e 15, tendo como espirito do povo português à época a exploração de outros países através da navegação. Juntamente com a Espanha, estão encravados na Península Ibérica.
Portugal é um país Ocidental, o qual sofreu forte influência em sua formação de preceitos, estampados pela expansão do Império Romano, o qual trouxe muitos elementos da Grécia Antiga.
Nosso país colonizador era gerido pela monarquia, ou seja, a escolha do mandatário do país passava por origem de sangue e ordem divina, sendo que a população ficava sujeita a todas as vontades do soberano de plantão. Importante lembrar que o rei tinha o poder absoluta sobre tudo e todos, garantindo ao povo à proteção, com os ditames normativos estabelecidos para tanto.
Com a Revolução Francesa, ocorrida no século 18, obviamente na França fora afastada a figura do rei como soberano absoluto, dando ensejo, a partir desse momento, e de maneira gradual, a implantação dos estados modernos, os quais trouxeram o espirito dado na Grécia Antiga, a democracia.
Nessa época, a democracia era dada através da participação direta do povo, dos habitantes da “comuna”, os quais se reuniam na “ágora” – praça central das mesmas, onde todos os fatos referentes aos interesses do povo eram resolvidos pelo voto e manifestação de todos, excluindo mulheres, crianças e estrangeiros.
Com a criação do Estado Moderno, com a exclusão do rei como soberano, a representação e o destino de todos passaram a ser equacionado através da democracia representativa, onde o povo elege pessoas especificas, que em nome de todos, efetivam os destinos daquela comuna, pais ou estado – aspecto que possui caraterística diferentes do que era na Grécia Antiga.
No Brasil, temos um sistema de representação política, ou seja, votamos e escolhemos os nossos representantes, que elaborarão as leis e executarão todos os serviços prestados pelo estado.
Portanto, votamos no executivo – prefeitos, governadores e presidente, e em nossos representantes perante o Poder Legislativo, sendo este último que elabora as leis em nosso país.
Enfim, é mister lembrar que a cidadania na democracia ateniense era restrita: mulheres, escravos, estrangeiros e menores de idade não podiam participar das decisões políticas.
Na hora do voto, é importante lembrar que a democracia pode ser interpretada ao bel-prazer e à margem da tendência ideológica dos agentes que vão nos governar, pelo bem ou pelo mal.
